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Seja com reformas ou construções, muitas lojas, restaurantes e hotéis precisarão se preparar para receber os diversos turistas que virão conferir os importantes eventos esportivos que serão sediados no Brasil - Copa do Mundo e Jogos Olímpicos
Mas efetuar mudanças apenas para abrigar mais clientes não será o bastante. É necessário que os estabelecimentos contemplem acessibilidade em seus projetos.
Rampa de acesso, corrimão, espaço para circulação da cadeira de rodas, vaga de estacionamento para deficientes, sanitários e elevadores adaptados são alguns dos quesitos básicos quando o assunto é garantir o acesso de todos. Mais do que ficar atento a estes itens, é preciso seguir às normas e leis de acessibilidade ao criar espaços não somente para pessoas com deficiência temporária ou permanente, mas também para indivíduos com estatura diferenciada ou obesidade e idosos, gestantes e crianças.
De acordo com a professora Roberta Suzuki, diretora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, ao planejar uma reforma ou construção, é importante contratar um profissional de arquitetura que tenha conhecimentos técnicos e das normas e leis, como a NBR (Norma Técnica Brasileira) 9050/04 e o Decreto 5.296 / 2004, que determinam que projetos de edificações públicas ou de uso coletivo sejam acessíveis. “É preciso ainda contemplar os princípios do Desenho Universal para conceber ambientes que possam ser utilizados por todos em todas as etapas da vida”, destaca.
Para não cometer erros no projeto e garantir conforto, autonomia, segurança e bem-estar, a especialista dá algumas dicas do que deve ser evitado: “Tapetes, maçanetas de porta tipo bola, abertura de porta para dentro nos banheiros, locais reservados para cadeirante em regiões isoladas e de difícil visibilidade não são recomendados”, alerta.
Para quem pensa que lugares pequenos não comportam mudanças para garantir acessibilidade, se engana. “Em ambientes reduzidos, como bares, é recomendado reservar áreas para o cadeirante que sejam próximas da entrada. O sanitário também deve ser perto para facilitar a entrada e saída ao local. É importante ainda não deixar isolado o cliente com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, evitando sua exclusão no espaço. E para atender os deficientes visuais é recomendado ter cardápio em braile”, diz a professora.
Confira os sete cuidados
1) Portas – Devem ser mais largas, com no mínimo 0,80m de vão livre, e com maçaneta do tipo alavanca.
2) Hotéis - Cama com altura adequada; armário com porta de correr e cabides rebaixados ou com puxadores; escrivaninha rebaixada e com vão livre de encaixe para a cadeira de rodas; e ar-condicionado com controle remoto. É ainda importante que o olho mágico da porta seja rebaixado.
3) Banheiros - Com espaço de manobra, pia rebaixada com vão de encaixe e espelho inclinado; torneiras com mono comando ou sensor de movimento; e barras de apoio junto ao vaso sanitário e no chuveiro, com banco basculante.
4) Pisos - Possuir superfície regular, firme, estável e antiderrapante sob qualquer condição para não provocar trepidação em pessoas usando cadeiras de rodas ou carrinhos de bebê. A inclinação transversal máxima admitida é de 2% na faixa livre e longitudinal máxima de 8,33% acompanhando o greide da via. A colocação dos pisos deve respeitar as tipologias já existentes e, se caso não seguir as normas, será necessário efetuar a troca total, mantendo as características do entorno. Em locais de áreas molhadas, como banheiros, o piso deve ser antiderrapante acompanhado de barras de apoio, diminuindo assim o risco de quedas.
5) Calçadas - O rebaixamento de calçada deve ser executado com piso de superfície regular, firme, estável e antiderrapante, sob qualquer condição climática, preferencialmente em concreto desempenado. Deve garantir o escoamento de águas pluviais e ainda é recomendado que contenha piso tátil de alerta. O desnível de piso não pode ultrapassar 0,5 centímetros. Caso ultrapasse, é necessário executar no local uma pequena rampa para suavizar a inclinação.
6) Balcões – Deve ser reservada uma parte da bancada ao cadeirante com largura mínima de 0,90m e altura da superfície de 0,75m a 0,90m, além de altura livre para as pernas de no mínimo de 0,73m e profundidade inferior da bancada de 0,50m.
7) Interruptores – É recomendada a instalação de interruptores com altura de 0,60m a 1,00m.
Fonte: Aviv Comunicação
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