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Seconci-SP orienta trabalhadores da construção civil com dicas de combate ao Aedes aegypti



Entidade atendeu 281 casos suspeitos de dengue em 2016 e realizou 155 palestras de conscientização nos canteiros de obras para mais de 5.000 trabalhadores

São Paulo, janeiro de 2017 – Com a chegada do verão ocorre o aumento da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chicungunha. O Seconci-SP (Serviço Social da Construção) realizou no ano passado 155 palestras para 5.057 trabalhadores da construção civil sobre a importância de eliminar possíveis focos, tanto no local de trabalho como em seus domicílios. A entidade atendeu 281 casos suspeitos de dengue em 2016 em suas 13 unidades próprias na capital, litoral e interior paulista. Na unidade central, em São Paulo, foram 61 casos.

Conforme levantamento do Ministério da Saúde, divulgado em dezembro do ano passado, houve 1.487.673 casos de dengue no Brasil, 211.770 casos prováveis de zika - pois nem todos tiveram constatação com teste - e 263.589 casos prováveis de chicungunha.

O alerta do Seconci-SP leva em consideração o fato de o canteiro de obra ser um local propício para o surgimento do mosquito Aedes aegypti. “Carrinhos de mão, betoneiras, lajes, tonéis e fossos de elevador são espaços que podem armazenar água parada e devem estar no radar dos trabalhadores”, explica Angela Nogueira, coordenadora do setor de Serviço Social do Seconci-SP.

“Deve-se cuidar também do entorno, evitando atirar, em terrenos baldios e outros ao lado da obra, cascas de frutas, garrafas, copos descartáveis e tampas plásticas”, completa Angela.

O gerente Médico Ambulatorial do Seconci-SP, Horacio Cardoso Salles, relata os principais sintomas de cada uma das doenças que tem como vetor o mosquito Aedes aegypti:

Dengue
Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dores de cabeça, abdominal, no corpo, nas articulações e atrás dos olhos, fraqueza, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura.

Chicungunha
O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas.

Zika
Os sintomas são parecidos com a chicungunha e dengue. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite. As complicações mais observadas têm sido as manifestações neurológicas como paralisia facial e fraqueza nas pernas, a exemplo do desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica grave caracterizada pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular, que em alguns casos pode ser fatal. Geralmente ela é diagnosticada após algumas semanas de uma infecção viral como dengue ou zika. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde já reconheceram oficialmente a relação entre o nascimento de bebês com má-formação cerebral (microcefalia) e a circulação simultânea do zika, no Brasil.

Recomendações
De acordo com Angela, a orientação é evitar possíveis focos de criação do mosquito. “Proteger recipientes usados para guardar água, tirar da chuva objetos que possam acumular líquido, usar areia nos vasos de plantas, usar telas de proteção em casa e roupas brancas estão na lista de dicas. O cuidado vale ainda para gestantes, pois os casos de microcefalia confirmados foram em mulheres que tiveram zika nos primeiros meses da gravidez.

A coordenadora acrescenta que, em casa, os recipientes de água para cães e gatos precisam ser lavados vigorosamente com sabão, pois, do contrário, também podem contribuir para a proliferação do mosquito.

Outra sugestão é o uso do repelentes três vezes ao dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda os repelentes à base de DEET, IR3535 e icaridina.

“É importante não recorrer à automedicação, pois jamais podem usar antitérmicos que contenham ácido acetilsalecílico (AAS, Aspirina, Melhoral etc.), nem anti-inflamatórios, que interferem no processo de coagulação do sangue”, finaliza.

Serviço
As empresas da construção civil que tiverem interesse na palestra de combate à dengue, zika e febre chicungunha em seus canteiros de obra devem entrar em contato com o setor de Relações Empresariais do Seconci-SP (11 3664-5059 / relacoesempresariais@seconci-sp.org.br).



Fonte: CDN São Paulo


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