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02/06/2010
Concluído o primeiro relatório do Programa Nacional ABMACO de Reciclagem
Técnicos do IPT visitaram fabricantes de moinhos e transformadores de materiais compósitos; LORD também aderiu ao programa
A Associação Brasileira de Materiais Compósitos (ABMACO) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluíram o primeiro relatório do Programa Nacional ABMACO de Reciclagem. O documento resume as atividades realizadas desde meados de fevereiro, quando o projeto foi iniciado.
Como a primeira etapa do programa concentra-se no reaproveitamento dos resíduos no processo produtivo a partir da trituração e moagem – seguido por pesquisas sobre a inertização dos catalisadores –, os técnicos do IPT começaram o trabalho visitando alguns fabricantes de moinhos. Também conheceram empresas especializadas em transformar os materiais compósitos, com o intuito de avaliar as características dos rejeitos oriundos dos processos de fabricação. Esses resíduos, depois de testados em diversos tipos de moinhos, balizarão a escolha do equipamento que será adquirido pelo programa.
“Estamos evoluindo bastante no que diz respeito à neutralização dos rejeitos”, comenta Erika Bernardino, gerente de marketing da ABMACO.
Selo usado pelos integrantes do Programa Nacional ABMACO de Reciclagem
Além da divulgação do primeiro relatório, outra boa notícia a respeito do Programa Nacional ABMACO de Reciclagem foi a recente entrada da LORD, fabricante de adesivos estruturais, no grupo de empresas investidoras – o programa é uma ação coletiva, do tipo consórcio, e as companhias que o integram poderão explorar comercialmente as soluções desenvolvidas.
Ashland, Comil, Composites Brasil, Cray Valley, Edra Equipamentos, Elekeiroz, Fiacbras, Marcopolo, Morquímica, MVC, Novapol, Owens Corning, Piatex, Poliresinas, Redelease, Reichhold, Royal Polímeros e Tecnofibras também fazem parte do projeto, cujo prazo estimado para execução é de vinte meses. Enquanto isso, as empresas participantes têm do direito de usar o selo “Eu faço parte do Programa Nacional ABMACO de Reciclagem”. “Aqueles que contam com o selo mostram ao mercado e à sociedade que se preocupam com as questões ambientais e com a promoção do crescimento sustentável”, observa Erika.
Segundo a associação, o setor brasileiro de compósitos gera cerca de 18.000 toneladas de resíduos por ano, o que corresponde a uma despesa de R$ 120 milhões com o descarte em aterros sanitários Classe 2.
Fonte: SLEA Comunicação
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