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06/12/2017

Dicas para criar um ambiente de trabalho inspirado no Google

Especialista em neuroarquitetura aponta as principais características dos escritórios do Google e como usá-lo de referência

Dicas para criar um ambiente de trabalho inspirado no Google


Um dos escritórios do Google - Foto: reprodução Google


Qual será o segredo para projetar uma empresa que em 21 anos de existência transforme-se numa das companhias mais desejadas para se trabalhar no mundo todo? Para que empresários possam se inspirar na arquitetura do Google e criar ambientes que ofereçam qualidade de vida e estímulo à criatividade e produtividade dos colaboradores, assim como é no Google, a neuroarquiteta Priscilla Bencke fez uma análise dos escritórios do Google em várias partes do mundo e compartilha algumas dicas a seguir.

“O Google realmente é uma referência para nós de arquitetura corporativa porque foi ali que teve iniciou um modelo diferente de escritório, de fato eles inovaram nesse sentido. Tanto que hoje está na moda pedir a um arquiteto um modelo de escritório corporativo semelhante ao do Google. Muitas empresas querem seguir esse estilo por que entendem e veem que tem dado certo”, afirma Priscilla Bencke, especialista em neuroarquitetura.

A arquitetura e organização dos espaços do Google devem ser encaradas como se fosse um investimento estratégico porque o modo como os escritórios são projetados no Google impacta nos resultados apresentados pelos colaboradores e também na qualidade de vida deles. Mas, alerta Priscilla Bencke, antes de elaborar qualquer layout ou estilo arquitetônico é necessário saber se o projeto está em harmonia com a instituição especificamente em três pontos: cultura empresarial, colaboradores e atribuições.

Segundo Priscilla Bencke, é crucial compreender a questão da cultura da empresa e a identidade. Conhecendo a empresa de perto, é possível saber se um ambiente despojado e descontraído realmente é o ideal. Quando observa-se o Google, as diretrizes em que a empresa se baseia e a jovialidade mostram uma arquitetura divertida e que é coerente, complementa com a identidade da companhia.

“O segundo ponto é que deve ter coerência com relação às pessoas que trabalham nessa empresa. É possível enxergar essa coerência no Google: a maioria do público que trabalha lá são pessoas mais jovens, que também estão alinhadas com essa necessidade e as expectativas em relação ao ambiente”, explica a especialista.

A terceira questão apontada leva em consideração a utilidade física do local e se trata de entender o tipo de atividade que os colaboradores executam na empresa. Do ponto de vista da neuroarquiteta, a elaboração dos espaços do Google suprem a necessidade criativa dos funcionários.


Detalhe
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“O Google não economiza em metro quadrado, isso é bem interessante até quando eu estive visitando a sede da Google em São Paulo. Enquanto muitas empresas estão enxugando o metro quadrado, o Google quer expandir em metragem e isso é muito curioso. Isso porque nessa metragem a mais, eles conseguem criar espaços diferentes para as pessoas”, indica Priscilla.

Nesse quesito, uma observação importante da arquitetura do Google é que a empresa oferece espaços de lazer e de trabalho aos colaboradores, dando liberdade para que as pessoas trabalhem até mesmo na rua, levando apenas um notebook, se assim desejar. Para a neuroarquiteta, é muito importante que exista essa interação entre o homem e a natureza.

“Segundo uma pesquisa divulgada pela Human Space, ao entrar em contato com a natureza, há um aumento de cerca de 15% a sensação de bem-estar e consequentemente também existe uma melhora de produtividade e criatividade que é o objetivo dos colaboradores do Google”, detalha Priscilla.

Ao observar os ambientes que compõem as sedes do Google pode-se perceber a descontração no ar e a cultura do bem-estar entre os funcionários. A descontração é uma característica marcante na composição de ambientes do Google. Essa informalidade combina e muito com a nova geração que está ingressando no mercado de trabalho e que não se encaixa mais no padrão de permanecer sentado o dia inteiro. O novo modelo que a empresa vem aplicando traz autonomia para os colaboradores.

Para a neuroarquiteta, Priscilla Bencke, ao criar diferentes ambientes, o Google cria também novas atmosferas que se adequam às necessidades dos funcionários. “Por exemplo: hoje o funcionário tem que fazer um trabalho mais criativo, então ele vai trabalhar em uma sala que é mais colorida por que estimula mais a criatividade ou não. Hoje é um dia que ele precisa ficar mais concentrado, logo ele vai ficar na mesa e na cadeira e vai trabalhar mais focado.”

Mais sobre Priscilla Bencke
Especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito Qualidade Corporativa: Smart Workplaces, sendo a organizadora da agenda de eventos em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre sobre a arquitetura e neurociência.
http://www.qualidadecorporativa.com.br



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